sábado, 18 de abril de 2015

Força? Não. Preciso é me amar.

Eu só quero sentar e chorar em paz. Poder gritar intensamente para tentar expressar a angustia que me consome, sem ter de pensar em porque estou assim, nem ter que me explicar. Eu quero estar em minha angustia sem ter que enfrentar crises de identidade, questionando-me se é certo ou errado estar desse modo. Eu quero ser eu mesmo e ser amado, mesmo em estilhaços ou jogado ao chão.

Quero não me sentir inferior em razão dos meus sentimentos. Meu desafio hoje é me aceitar. Quero me amar do meu modo singular, estando deitado numa cama ou bueiro. Me amar sem querer mudar. Parafraseando Paulo Coelho, “não existe nem vitória nem derrota no ciclo da natureza: existe movimento”. E esse movimento é de fato a vida. Quero entender isso. Entender que esse movimento acontece, naturalmente, e por mais que eu sinta os mais indesejáveis sentimentos, eles fazem parte de mim. Preciso aprender que os tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz. Esse é o meu desafio. Quero aceitar meu choro desesperado que vem para retratar a dor desesperadora, que é natural, espontânea, por si existe, para si existe, como o sorriso, ou até mais que ele. E o sorriso que tem sido uma máscara de uso recorrente, presente no mundo que precisa definir o superior e inferior, precisa ser verdadeiro, como o choro. Meu sorriso tem que exprimir a alegria, e não esconder a angustia.


Me desafio a oscilar por todas as sensações, caminhos, cores, formas e temperamentos possíveis, sendo grato por haver diversidade em minh’ alma. Tudo que eu preciso de fato é parar de pensar sobre onde e como estou. Está na hora de transitar livremente e aproveitar esse momento. Mas, como ainda meu coração pode se preocupar com padrões? Porque ainda me envergonho de chorar num canto, mesmo sabendo que isso é tão normal como o sorriso no meio da multidão?

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